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UHF
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UHF é a
denominação popular das ondas decimétricas, isto é, da
região (o espectro compreendido entre 300 MHz (exclusive)
e 3 GHz (inclusive). Dentro dessa gama, encontram-se as
seguintes bandas destinadas ao serviço de radioamador:
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| 430 a 440 MHz (banda de
70 cm) |
| 902 a 928 MHz (banda de
33 cm) |
| 1.240 a 1.300 MHz (banda
de 23 cm) |
| 2.300 a 2.450 MHz (banda
de 13 cm) |
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Com vistas ao
exposto no Item II.2, bem como considerando que, em
numerosos países de línguas ibéricas, a banda de 70 cm foi
reduzida de 420-450 para 430-440 MHz, impossibilitando a
aplicação do plano da VUAC da ARRL. mostramos aqui um
plano por nós sugerido para esses países: |
| 430,00-431,900 uso geral,
CW, SSB e enlaces |
| 431,90-432,000 banda de
guarda de sinais débeis |
| 432,00-432,070 reflexão
lunar |
| 432,07-432,08 emissões
piloto) |
| 432,10-432,125 CW, SSB e
sinais débeis |
| A esmagadora maioria dos
trabalhos de radioamadores em UIIF se executa na banda de
70 em. |
| 432,125-432,175 satélite
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| 432,175-432,400 CW, SSB e
sinais débeis |
| 432,400-433,000 emissões
piloto |
| 433,000-435,000 entrada
de repetidora S4 |
| 435,000-438,000 satélites |
| 438,000-440,000 saída de
repetidoras |
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Como os
leitores devem ter percebido, nos países onde a banda de
70 cm somente se estende de 430 a 440 MHz, não é possível
acomodar ATV (ver Item 16.2) nesta banda. Essa afirmação é
tão elementar, tão lógica e de tal bom senso que muitos
leitores acharão até supérflua a sua menção, considerando
mesmo desperdício de espaço e de papel.
Afinal de
contas, além de constituir um dos princípios básicos da
engenharia de espectro - ciência destinada ao uso mais
eficiente do espectro para conseguir os resultados
desejados o mais economicamente possível -, desde o início
das radiocomunicações mundiais, e ainda mais, no
radioamadorismo, era, e é, uma diretriz fundamental dar
proteção e prioridade a tipos de emissão de banda estreita
e à comunicação por sinais débeis, em relação aos tipos de
emissão de banda larga e/ou aos de potência elevada. E,
neste caso, tratam-se de proporções de largura de faixa de
100 Hz (para CW) a 6 MHz (TV), e de relações de potência
acima de dezenas de decibéis.
Assim sendo,
os leitores certamente não iriam acreditar que, em uma das
maiores cidades da América Latina, uma estação ATV ocupou
durante anos 6 dos 10 MHz de banda disponíveis, inclusive
encobrindo totalmente a subfaixa destinada ao serviço
satélite amador, apesar dos protestos dos radioamadores
envolvidos em trabalhos de satélites, dos operadores com
sinais débeis e dos mantenedores de repetidoras instaladas
nas proximidades, tudo isto com o argumento de que existia
dispositivo legal que proibisse ao radioamador transmitir
na banda de 430-440 MHz com tipo de emissão 6MOOF3F (ATV),
pois a norma simplesmente estipulava F3F (antigo FS), sem
fazer distinção entre 2K7OF3F (SSTV) e 6MOOF3F (ATV).
Como
chegamos a essa situação?
A explicação
é muito simples. Na maioria dos países, por motivo de
compatibilidade, a administração das telecomunicações
adotou como modelo os regulamentos da FCC norte-americana.
Acontece que nos Estados Unidos, a banda de 70 cm se
estende de 420 a 450 MHz, deixando espaço para ATV. Isto
não é o caso em muitos outros países, inclusive nos de
línguas ibéricas, porém os autores de seus regulamentos
não lembravam deste detalhe.
O que
fazer em tal situação?
Basta pedir
às autoridades uma alteração no regulamento, no sentido de
não ser permitida a utilização do tipo de emissão 6MOOF3F,
em freqüências atribuídas ao serviço de radioamador,
abaixo de 902 MHz. Assim, a banda de freqüência mais baixa
onde se poderá operar com ATV é a de 902 a 928 MHz, cujo
plano de banda é o seguinte: |
| 902,000-902,800 SSTV, FAX e
ACSB (Amplitude computadores Single Sideband) |
| 902,800-903,000 CW e
reflexão lunar |
| 903,000-903,050
exclusivamente reflexão lunar |
| 903,005-903,080 emissões
piloto em CW |
| 903,100 freqüência de
chamada geral em CW e SSB |
| 903,400-903,600 entrada de
transponders lineares de banda cruzada |
| 903,600-903,800 saída de
transponders lineares de banda cruzada |
| 903,800-904,000 exclusiva
para emissões piloto experimentais |
| 904,000-906,000 comunicações
digitais |
| 906,000-907,000 FM banda
estreita (25 kHz) operação simples |
| 906,500 freqüência simplex
nacional de chamada |
| 907-910 entradas de
repetidoras, com 119 canais, espaçados de 25 em 25 kHz |
| 910-916 TV amador |
| 916-918 comunicações
digitais |
| 918-919 radio em FM de banda
estreita, telecontrole e bases remotas |
| 919-922 saídas de
repetidoras, com I 19 canais, espaçados de 25 em 25 kHz |
| 922-928 TV amador, spread
spectrum e outros tipos de emissão de banda larga |
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A utilização
das duas bandas superiores de UHF, de 23 e 13 cm, já é
freqüente nas comunicações por satélite. A subida do
OSCAR-13 em modo L está em I 269 MHz, a descida, em modo S
em 2 400 MHz, no OSCAR- I I há um beacon em 2 401 MHz, e o
futuro satélite francês, Arséne, terá descida em modo F em
2 446 MHz (ver Item 13.2).
Até uns dez
anos atrás, a oferta de equipamentos para UHF era muito
menor do que para VHF. Com a saturação do mercado de VHF,
os fabricantes japoneses já têm versão de UHF para quase
todos os modelos de que dispõem em VHF, tanto no modo FM,
como nos modelos all-mode.
Embora as
potências disponíveis em UHF, via de regra, sejam
inferiores às de VHF, esta circunstância é compensada pelo
fato de que em UHF ganhos elevados de antena podem ser
obtidos com dimensões moderadas, chegando, assim, à mesma
potência ERP efetivamente irradiada, e a uma sensibilidade
ainda maior, desde que a antena esteja dirigida com a
exatidão necessária.
Houve uma
época, na década de 50, em que a fronteira para a grande
maioria dos adeptos do radioamadorismo era de 30 MHz. Na
década de 60, ela subiu para 54 MHz. Na década de 70, esta
fronteira subiu para 148 MHz. Na década de 80, para 440
MHz. Na década de 90, sem dúvida alguma, a fronteira fica
na ordem dos gigahertz. É a evolução natural do
radioamadorismo.
Iniciação
econômico em UHF
Para o
radioamador que já possui equipamento de UHF basta uma
antena e uma boa linha de transmissão para iniciar suas
atividades. Quem não quer fazer investimento adicional,
pode recorrer a triplicadores de freqüência, a conversares
de UHF de construção caseira, a pré-amplificador de UHF, a
comutadores de antena e à carga de UHF (descritos no
Capítulo 5), bem como aos acessórios mencionados a seguir,
neste capítulo.
Refietômetro para UHF
Foi uma
surpresa agradável constatar que o refletômetro comum,
tipo Hansen, ou o mesmo com outros nomes, fabricado
originalmente como sendo de até 60 MHz, funciona
precariamente até 440 MHz, obviamente com a potência
mínima necessária para a potência incidente chegar à
deflexão total (com controle de sensibilidade no máximo).
Ele indica
zero absoluto nas freqüências de ressonância das antenas
e, mesmo se os demais valores indicados não forem
absolutos, permite tirar conclusões utilíssimas sobre o
comportamento das antenas e sobre as perdas nos cabos.
O Uso de
Antenas de VHF em UHF
Vários
radioamadores paulistanos utilizam suas antenas
onidirecionais de 2 m em UHF, operando no terceiro
harmônico. O que deu melhor resultado foi a antena
colinear vertical de quatro elementos, tipo trombone, de 2
m.
Esta antena
muitas vezes dá melhor resultado em UHF do que a colinear
específica dimensionada para 435 MHz, obviamente
dependendo do ângulo de elevação vertical no qual é
localizada a outra estação. O uso desta antena, em duas
faixas, resulta em 50% de economia no custo do cabo
coaxial.
Alguns
amadores, tanto em estações fixas quanto em móveis, estão
utilizando antena vertical de 2 m de um quarto de onda
também em UHF, com bom resultado. A antena que não pode
ser utilizada em UHF é a de cinco oitavos de onda, de 2 m,
pois a bobina desta é para ressonar com a reatância
capacitiva da antena na freqüência fundamental e não no
terceiro harmônico.
Não devemos
esquecer que o padrão dos lóbulos de radiação de uma
antena é bem diferente quando usada no terceiro hannônico
do que quando na fundamental; consequentemente, as
indicações de ganho em 2 m não são mais válidas em UHF.
A antena
direcional para UHF considerada nào-crítica para ajuste é
o dipolo com refletor de canto. É de fácil ajuste e possui
refletores laterais de um ou de dois comprimentos de onda,
com ganhos de 10 e de 12 dBi, respectivamente.
Linhas de
Transmissão em UHF
Devemos usar
possivelmente cabos coaxiais de baixa perda (espuma), pois
as perdas aumentam substancialmente com a freqüência.
Quando o
comprimento do cabo é excessivo (prédios de apartamentos),
é indicado enviar através do cabo o sinal em 144 MHz, e
colocar o transversor ou triplicador junto à antena (o
triplicador' não necessita de alimentação). Da mesma
forma, é indicado, na recepção, colocar o pré-amplificador
junto à antena, antes da linha de descida.
CONECTORES
PARA UHF
Em UHF
devemos possivelmente evitar o uso dos conectores PL259,
conhecidos como conectores de UHF, devido ' à mudança de
impedância que introduzem na linha de transmissão. Os
conectores indicados são os do tipo N (para cabo grosso) e
os do tipo BNC (para cabo fino, no máximo alguns metros de
comprimento para as interligações no shack). Este último
não é à prova d'água. |
Fonte: QTC BRASIL
www.qtcbrasil.com.br
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