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Novidades para utilizadores do APRS
A Creative Services Software, Inc. (CSS) apresentará a todos
os Radioamadores um novo programa para APRS na próxima
semana na Hamvention em Dayton nos Estados Unidos.
O que é o APRS
O APRS é um sistema de rádio baseado na
informação da posição escrito em principio de 1990 pelo Bob
Bruninga (WB4APR), um instrutor na Academia Naval dos EUA em
Annapolis, MD. Foi distribuído como shareware. O APRS foi
usado para numerosos eventos especiais (incluindo uma alta
aplicação nos Jogos Olímpicos de Atlanta no verão de 1996).
Foi usado diariamente por milhares de sistemas de estações
fixas e móveis e foi responsável pela recuperação de pelo
menos um carro roubado.
Depois do APRS ficar popular, Keith Sproul
(WU2Z) escreveu uma versão para Macintosh (MacAPRS). Alguns
anos mais tarde, o seu irmão Mark (KB2ICI) colocou-o sobre o
Windows 95 e 3.1 (WinAPRS).
Para não ser ultrapassado, Steve Dimse (K4HG)
criou o JavAPRS, o qual era capaz de correr em conjunto com um
browser JAVA, usando dados da Internet. Dale Heatherington (WA4DSY)
escreveu um servidor que permite receber dados de um TNC de
uma área particular e enviar o fluxo de dados na internet para
usar com o JavAPRS.
No inicio de1997, Brent Hildebrand (KH2Z)
criou uma nova versão do APRS. Foi chamado APRS+. O programa
ligava com a a sua própria cópia do Atlas da DeLorme Street,
conseguindo dar aos mapas os níveis ao longo das ruas com a
operação total do APRS.
Mark Sproul também adicionou a cartografia
das ruas ao WinAPRS ligando-o ao programa Precision Mapping.
Infelizmente, o Precision não faz mais versões do programa que
trabalham com o WinAPRS.
Em1998, foi lançada uma versão de APRS para
o Palm Pilot. Agora também já estão disponíveis versões para o
Linux e Windows CE.
Um dos últimos desenvolvimentos foi chamado
FindUMap Server- (http://www.findu.com) e pode ser usado para
qualquer estação de APRS que foi recebida e arquivada na vasta
rede sem fios de APRS. O FindU colocará estas estações na sua
página de internet usando mapas da net do Mapquest. O FindU é
também usado para mostrar informação do tempo recebido por
estações de APRS devidamente equipadas. (http://www.findu.com/cgi-bin/wxnear.cgi?zip=30144)
Claro que, agora com o "casamento" da
Internet com o APRS, novos horizontes foram abertos. Agora
podemos trocar 1 linha de mensagem e a posição de móvel para
móvel em qualquer parte do mundo graças às numerosas gateways
de RF para a internet que foram aparecendo.
Existem mesmo dois rádios Kenwood (um
portátil - o TH-D7A e um movél - o TH-D700 ) que tem APRS
incluído! Ambos os rádios incluem 144 e 440 e têm um TNC
incorporado. Eles têm saída série para ligar a um PC e a um
receptor GPS.
O Bob Bruninga escreveu uma explicação que
é mais detalhada e explica como o APRS funciona e como pode
ser usado.
Em que difere o APRS do Packet?
O APRS difere do packet em 3 pontos
fundamentais:
Uso de mapas onde se sobrepõe informação
digital.
Todas as comunicações APRS são feitas
segundo um protocolo um-para-todos. Desta forma todos os
utilizadores recebem informação atualizada práticamente ao
mesmo tempo.
O uso de repetidores digitais genéricos não
implica um conhecimento prévio da rede. Isto significa que não
é necessário saber onde estão os repetidores nem é necessário
saber os seus indicativos.
Para que serve o APRS?
Qualquer sistema de geolocalização tem
aplicações variadas. O APRS não é exepção. Do ponto de vista
do rádioamadorismo o APRS serve para o seguinte:
Localizar estacões de rádioamadorismo
(fixas, moveis ou portáteis).
Trocar mensagens escritas entre estacões de
rádioamadorismo.
Obter informação sobre a localização de
pontos geográficos importantes para o rádioamadorismo
(exemplo: posição geográfica de repetidores de fonia).
Obter informações meteorológicas em tempo
real (temperatura; velocidade e direcção do vento; pressão
atmosférica; pluviosidade).
Existem muitas outras aplicações que não
foram mencionadas e que são também de grande interesse para o
rádioamador
O WIDE
Wide [Waide]: amplo, vasto, extenso,
espaçoso, largo O funcionamento da rede de APRS apoia-se em
repetidores digitais. Os símbolos usados para representar
repetidores digitais são:
Os repetidores digitais comunicam entre si
formando uma cadeia que transporta informação digital ao longo
de uma área que se pretende tão grande quanto possível. Os
repetidores digitais são designados por WIDEs e usualmente
cobrem uma área local bastante grande, servindo um grupo
restrito (a essa área) de rádioamadores.
O RELAY
Relay [ri'lei]: muda, substituição Quando
uma estacão fixa, móvel ou portátil é incapaz de atingir por
si só um WIDE, ela apoia-se num RELAY para atingir o seu
objetivo.. Qualquer estacão de APRS pode (se assim o quiser)
fazer de RELAY para outras estacões. Não existe um símbolo
especifico para um RELAY. Usualmente os seguintes objetos
proporcionam condições de RELAY:
O RELAY é capaz de escutar um WIDE. Uma
estação que não escute um WIDE, envia a sua informação para o
RELAY e este encarrega-se de enviar esta informação para o
WIDE.
Funcionamento Conjunto de WIDEs e RELAYs
Este exemplo explica como WIDEs e RELAYs
trabalham em conjunto na rede de APRS.
A cobertura APRS do equipamento portátil é
representada pelo círculo verde. Como se pode ver o
equipamento portátil é incapaz aceder diretamente à rede de
APRS (não chega em direto a nenhum WIDE). Felizmente o RELAY
ouve quer a estacão portátil quer o WIDE 1. Assim, a
informação APRS da estação portátil apoia-se no RELAY para
chegar ao WIDE 1, que por sua vez se encarrega de a entregar
ao WIDE 2 e ao WIDE 3.
Escolha do 'UNPROTO path'
O 'UNPROTO path'
path [pa:Ø]: caminho, vereda, atalho
(depois Station Setup - Unproto Address)Para configurar o path
no caso do Ui-View, siga o menu Setup e O 'UNPROTO path' é o
caminho indicado ao TNC para ser usado no envio de pacotes
APRS. Existem algumas linhas gerais que deve seguir quando
configurar o seu 'UNPROTO path':
Nunca use 3 parâmetros do mesmo género,
como por exemplo "WIDE, WIDE, WIDE". Isto causará um aumento
enorme de retransmissão de pacotes APRS. Em alguns casos é
suficiente para congestionar uma rede de APRS.
Incluir "GATE" no seu path permite que os
seus pacotes sejam processados por um gateway (os seus pacotes
serão enviados para outras redes distantes de APRS). Nunca
coloque mais do que um "GATE" no seu path.
"RELAY" deve ser usado se for uma estacão
nova na rede. Depois de perceber qual o path a usar para
aceder à rede, deve deixar de usar definitivamente "RELAY".
"RELAY" nunca pode estar noutro sítio,
senão na primeira posição do seu 'UNPROTO path'.
Nunca use "RELAY" depois de "WIDE".
Numa dada área não devem existir mais do
que dois repetidores digitais que respondam a "RELAY". Mais do
que isso pode provocar a repetição do pacote de um novo
utilizador, ou de um utilizador em portátil ou móvel, por 27
vezes. Se consegue ouvir dois repetidores digitais que
respondam a "RELAY", não configure o seu equipamento para
responder a "RELAY"
Numa dada área não devem existir mais do
que dois repetidores digitais que respondam a "WIDE". Se
consegue ouvir mais do que um "WIDE", não configure o seu
equipamento para responder a "WIDE".
"RELAY, WIDE, WIDE" nunca deve ser usado
por uma estacão fixa. No entanto é uma boa escolha para uma
estacão portátil ou móvel.
A Escolha do 'UNPROTO path'
Como utilizador que precisa que selecionar
um 'UNPROTO path', afinal o que deve usar? Inicialmente
configure o seu 'UNPROTO path' para "RELAY" (a documentação do
seu programa de APRS contem a informação necessária para
alterar o 'UNPROTO PATH'). Quando começar a ver estacões de
APRS no seu mapa verifique quais são as que consegue escutar
diretamente. Consegue ouvir um WIDE em direto? Se sim, altere
o seu UNPROTO PATH para "WIDE" (ou "WIDE,WIDE" se quiser ser
repetido por dois WIDEs). Se não, e se consegue escutar um
RELAY em direto, tente "RELAY, WIDE" (ou "RELAY, WIDE, WIDE").
'UNPROTO path' - Certo & Errado
Use um WIDE em vez de um RELAY se consegue
chegar ao WIDE em direto.
Torne-se num RELAY se consegue chegar a um
WIDE em direto, e se ainda ninguém na sua área o tiver feito.
Verifique regularmente quais são as
estacões que consegue escutar em direto.
Use indicativos se tal for apropriado,
especialmente se conseguir escutar mais do que um RELAY, mas
nenhum WIDE. Exemplo: "CT2HME, WIDE,WIDE".
Não use nenhum dos seguintes 'UNPROTO paths':
"WIDE,WIDE,WIDE". Depois do segundo WIDE
transmitir o seu pacote, o primeiro WIDE vai apanha-lo e
retransmiti-lo uma segunda vez.
"WIDE,RELAY". Faz com que todos os RELAYs
locais retransmitam o seu pacote.
Não monte um WIDE a menos que: tenha uma
ampla cobertura; não existiam outros WIDEs na sua área;
pretenda deixar o WIDE a funcionar 24 horas por dia, 7 dias
por semana.
As circunstancias variam de local para
local e pode ser preciso dobrar ou quebrar estas regras. Antes
de o fazer consulte primeiro os seus vizinhos de APRS!
A Escolha da Temporização do Beacon
Todos nós, quando configuramos a nossa
estação de APRS, temos de escolher o intervalo de tempo que
separa o envio automático de cada beacon. É muito importante
que se perceba o seguinte:
Cada beacon enviado por uma estação vai ser
retransmitido por uma longa cadeia de repetidores digitais.
Cada vez que um repetidor retransmite um
beacon ele fica incapaz de receber ou de transmitir outros
pacotes de APRS.
Retransmissões constantes causam o
congestionamento da rede de APRS.
O congestionamento da rede de APRS é algo
que nos afeta e prejudica a todos como utilizadores da rede.
O congestionamento da rede de APRS
manifesta-se sobretudo através dos seguintes fatores:
Incapacidade de colocar o seu beacon na
rede.
Incapacidade de receber beacons de outras
estacões de APRS.
Incapacidade de enviar mensagens para
outras estacões.
Incapacidade de receber mensagens de outras
estacões.
As regras que se seguem são apresentadas
como uma sugestão e não como uma obrigação. A sua correta
aplicação evita a sobrecarga da rede de APRS beneficiando
todos os seus utilizadores.
Temporização para Estações Fixas
Envie o seu beacon de posição de 30 em 30
minutos..
Envie o seu beacon de status de 30 em 30
minutos.
Temporização para Estações Móveis
Envie o seu beacon de posição de 5 em 5
minutos. Nunca use intervalos de tempo inferiores a 3 minutos.
Envie o seu beacon de status de 30 em 30
minutos. Nunca use intervalos de tempo inferiores a 15
minutos.
A instalação básica
Distingimos dois tipos de estações : fixas
e móveis . Entre as primeiras encontram-se as do QTH dos
radioamadores e as desatendidas, geralmente situadas em sedes
de radioclubes , lugares isolados e inclusivamente remotos,
cumprindo diversas funções que detalharei mais adiante.
Os elementos mínimos e imprescindíveis para
dispor de uma estação APRS no nosso QTH, para além do sistema
transceptor e irradiante , são : um modem ou TNC para
packetradio e um computador com programa especifico para o
sistema APRS .
Até há muito pouco era imprescindível
dispor de um TNC, mas já apareceram versões compativeis com
AGWPE (SV2AGW) que permitem incorporar um amplo leque de
modens e cartões .
Geralmente opera-se a 1200 bds , o modem ou
o TNC não precisam, para esta instalação básica, nenhuma
característica especial ou diferente dos utilizados na
habitual operação de packetrádio , devido a que , como se
disse no principio, baseia-se no mesmo protocolo.
Enquanto os programas há para os entornos
mais comuns, se bem que os mais utilizados são sob o Windows
(3x, 95, 98). Constam de uma pantalha principal na qual nos
apresentam mapas que podem abarcar zonas geográficas amplas ou
reduzidas, à nossa escolha. Recolhem-se numa base de dados com
a habilidade de poder passar fácil e inclusivamente
automaticamente de um para o outro. Podemos utilizar também
reproduções previamente digitalizadas e referenciadas
geograficamente, de mapas de estradas, roteiros, fisicos, etc
...
A deslocação do cursor sobre o mapa
informa-nos imediatamente das coordenadas (longitude/latitude)
do ponto assinalado em cada momento pelo ponteiro e a
quadricula correspondente ao QTH locator . Com este mesmo
movimento do cursor (por exemplo através do rato) podemos
averiguar distâncias em linha reta entre dois pontos
escolhidos e situação geográfica de um com respeito ao outro
para, por exemplo, determinar a orientação teórica de uma
antena .
A informação básica que devemos administrar
ao programa, antes de qualquer tipo de operação, consta do
indicativo da nossa estação, a sua situação em graus, minutos
e centésimos de minuto, caracteristicas da nossa instalação
(potência de saida , tipo de antena, ganho e altura), assim
como o ícon ou simbolo com o qual queremos ser representados
ou "vistos" pelo resto das estações do sistema APRS .
O habitual, se se tratar da estaçaõ do
nosso QTH, é que elegemos o que reproduz o desenho de uma casa
com a sua antena, ainda que existam até 255 possibilidades,
segundo as circunstâncias. Deveremos ainda informar o tipo de
modem, a velocidade e a porta série onde se encontre alojado.
Com uma cadência pré-definida, as estações
APRS emitem as suas peculiares balizas contendo identificação
e informação adicional, que são repetidas por um ou mais digis
especializados (Atenção!! Não confundir com os conhecidos
nodes de packet rádio). O resto das estações recolhem esta
informação balizada e processam-na para posicionar nos seus
mapas as novas estações ou refrescar a informação das
pré-existentes. Quando uma estação fica inativa, passado certo
lapso de tempo, desaparece dos mapas das suas correspondentes.
Bibliografia:
http://www.terravista.pt/meco/3906
Ralph Fowler, N4NEQ
ATV E SSTV
Aqui você poderá conhecer um pouco de
transmissões de imagens via rádio
Além da comunicação auditiva e digital, o
radioamadorismo também inclui comunicação visual. Esta
atividade não é nova, mas se tornou recentemente mais popular
devido à penetração no lar, além dos próprios aparelhos de
televisão, de toda uma moderna geração de equipamentos como
gravadores de vídeo, câmaras de vídeo, vídeo games e quadros
gerados por computador.
As atividades de comunicação visual do
radioamador giram entre três áreas: SSTV, ATV e FAX.
SSTV: Slow Scanning Television (SSTV)
iniciou-se em 1958 por um grupo de radioamadores encabeçado
por Copthorne MacDonald, WA2BCW. Esse sistema permite
comunicações internacionais e intercontinentais, pois utiliza
as mesmas bandas de fonia e a mesma faixa de 3 kHz utilizada
para a transmissão de voz.
Para reduzir a banda passante de 6 MHz para
apenas 3 kHz, foram estabelecidos no SSTV padrões próprios. O
tempo de transmissão de cada campo aumentou de um trinta avos
segundo para oito segundos (240 vezes). O número de linhas por
campo se reduziu de 525 para 120 (4,375 vezes). A resolução
horizontal também se reduziu na mesma proporção do número de
linhas verticais (4,375 vezes). O resultado é 6 000 000
Hz/(240 x 4,375 x 4,375) = I 306 Hz, que cabe, folgadamente,
na gama de voz, que é de 2 500 - 300 = 2 200 Hz.
A informação de vídeo é enviada em forma de
subportadora modulada em freqüência', com variação entre I 500
Hz e 2 300 Hz, onde I 500 Hz corresponde nível preto e 2 300
Hz corresponde ao nível branco. Os sinais de sincronismo
horizontal e vertical estão sendo enviados como salvas de tons
de I 200 Hz. Em resumo, o padrão do SSTV é o seguinte:
- tempo do campo, 8 segundos;
- linhas por campo, 120;
- duração de cada linha, O,067 segundo;
- duração do sincronismo horizontal, O,03 segundo;
- duração do sincronismo vertical, O,005 segundo;
- nível preto, 1500 Hz;
- nível branco, 2300 Hz;
- freqüência de sincronismo, 1200 Hz.
No início das atividades de SSTV, para
conservar grande parte da imagem luminosa durante os oito
segundos do quadro, até o início do novo quadro, utilizaram-se
tubos de radar de longa persistência, com fósforo tipo P7, e
mais tarde, outros tubos de raios católicos de longa
persistência.
Hoje em dia, com as facilidades da memória
digital, as imagens recebidas por SSTV podem ser expostas na
tela de qualquer receptor de televisão, sem diferença de
intensidade entre as linhas subseqüentes e por tempo
ilimitado.
Com a tecnologia digital, a SSTV também
entrou na era das cores. A estação transmissora envia, em
seqüência, os quadros correspondentes às três cores básicas -
vermelho, verde e azul -, e a estação receptara os armazena em
três memórias, transtornando-os de digitais em analógicos, e
excita, com eles, os correspondentes canhões do tubo de imagem
cromática.
ATV: Com o acesso fácil a câmaras de TV em
cores e a gravadores de vídeo, a televisão amadora chegou ao
alcance dos radioamadores com os mesmos padrões dos utilizados
pela radiodifusão de sons e imagens.
A grande vantagem da ATV sobre a
radiodifusão é que enquanto na radiodifusão de sons e imagens
uma estação só transmite e as outras só recebem, a ATV é uma
comunicação interativa, isto é, ambas as estações transmitem e
recebem, podendo manter comunicação bilateral.
Devido à grande largura de faixa necessária
(6 MHz), a ATV não pode ser praticada em bandas (de
radioamadores) abaixo de 430 MHz, pelo simples motivo de
inexistir qualquer banda inferior que possua essa extensão (a
banda de 10 m só tem I,7 MHz de extensão, a de 6 m, 4 MHz, a
de 2 m, 4 MHz, e a de I,25 m, S MHz). Mesmo se qualquer uma
dessas bandas possuísse 6 MHz de extensão, seria inconcebível
ocupá-la para fins exclusivos de ATV, prejudicando todas as
demais atividades radioamadorísticos.
Nos países onde a banda de 70 cm foi
reduzida, no WARC '79, para 430 a 440 MHz, a utilização de ATV,
mesmo nesta faixa, seria altamente prejudicial, pois,
colocando-a quer no começo (430 a 436 MHz), quer no centro
(432 a 438 MHz), quer no fim (434 a 440 MHz), encobriria
forçosamente a banda do serviço satélite amador (435 a 438
MHz), onde os operadores se esforçam para captar e para copiar
sinais débeis provenientes de satélites (ver Item 2 I. I).
Assim sendo, a localização ideal para contatos de ATV é na
banda de 33 em (onde as faixas de 910 a 916 MHz e 922 a 928
MHz estão reservadas para este fim, inclusive para repetidoras
de ATV) e na banda de I 240 a I 300 MHz, que contém nada menos
que cinco canais reservados para ATV. Para a utilização desta
banda, posso citar a estação repetidora de ATV de Dalton,
Chio, mantida pela Dayton Amateur Radio Association, sob
indicativo W8BI, com entrada no primeiro canal e saída no
último,
A transmissão de imagens em faixa de
radioamador pelo sistema fac-símile começou no fim da década
de 20 e início da de 30. Um de seus precursores brasileiros
foi o colega Victorino Augusto Borges, do Rio de Janeiro, que,
com o indicativo SB I AE, estava entre os primeiros
radioamadores do país na década de 20.
O fac-símile pode utilizar tanto tecnologia
de SSTV com banda estreita igual à da modulação SSB
(sacrificando resolução), ou de ATV, obtendo resolução
razoável, mas exigindo banda passante grande. Os formatos mais
novos da SSTV, para fins de transmissão de FAX, aproximam a
resolução da ATV, porém sua transmissão mantém a banda
passante menor aumentando o tempo de cada quadro para 17 ou 34
segundos.
O FAX de alta resolução oferece desde
oitocentos linhas até vários milhares de linhas por campo, e
para manter a largura de faixa de áudio, compensa-se este com
o aumento do tempo.
Antes de transmitir através do FAX2,
deve-se fazer a identificação por voz (SSB). Depois dessa
identificação, recomenda-se enviar o indicativo e cidade em
letras grandes, com 120 ou 180 linhas por minuto, o mais usual
no serviço de radioamador. Na resposta também a voz deve
preceder o visual. Não se deve tentar estabelecer contato
visual sem ter contato auditivo antes. Imagens de alta
resolução só podem ser tentadas sob condições de propagação
muito boas.
Quando participar da rodada FAX aos 16:00 h
UTC dos domingos, em 21 345 kHz, só se deve transmitir imagens
depois de obter a autorização do comandante da rodada.
Fotografias de agências noticiosas e retransmissões de mapas
meteorológicos de satélites em bandas de ondas curtas podem
ser copiadas livremente. Falando de mapas meteorológicos,
devemos mencionar que uma das atividades prediletas do
radioamador na área do FAX é a de copiar os mapas
meteorológicos diretamente de satélites. Esses satélites
adotaram como padrão 240 linhas por minuto, necessitando de
3,3 minutos para a transmissão de um quadro completo de
oitocentos linhas.
HD SSTV
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O programa experimental DIGSSTV de
VK4AES Por PY4ZBZ
(DIGSSTV Versão beta 04/DEC/02)
1 - Principio de funcionamento
Mostrarei a seguir de forma bem
resumida, o principio de funcionamento do programa DIGSSTV.
Como está na fase experimental, não apresenta a
funcionalidade de um programa depurado até uma versão
final. O próprio Erik diz que o programa é apenas para
corajosos !...
O coração do programa consiste
basicamente de cinco programas criados por Barry KB9VAK
para transmissão digital de arquivos em um canal de radio
via ondas curtas.
Um canal assim é sujeito a uma serie de
distorções provocadas por desvanecimento seletivo,
propagação multi caminhos, retardos de fase aleatórios,
ruídos e interferências de todo tipo, e ainda outros
efeitos. Para tanto foi preciso adaptar um tipo de
modulação e de codificação adequados especificamente a
este canal. Foi escolhido a modulação diferencial de fase
(DPSK) com 9 variações de fase possíveis, em oito
portadoras de audio separadas por 230 Hz, de 570 a 2180
Hz, para caber dentro da banda passante de um radio de SSB.
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A figura seguinte mostra o espectro
ocupado por esta forma de modulação:
Pode se observar perfeitamente a banda
ocupada por cada uma das oito portadoras moduladas em DPSK.
O sinal todo ocupa de 400 a 2300 Hz aproximadamente. |
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O DIGSSTV tem um pequeno analisador de
espectro, o Scope, onde o sinal aparece assim: |
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A figura seguinte é o espectrograma
(vermelho) e a forma de onda (envoltório verde) dos 13
segundos iniciais de uma transmissão digital:
Da mesma forma que em protocolos de
transmissão de dados com modem para canais telefônicos, a
transmissão começa com uma serie de sinais para testar o
canal, durante os 4 primeiros segundos. Dois tons que
duram 2 segundos, com nível nominal, sofrem uma redução de
nível de 3 dB (metade da potência ou 70,7% da tensão), do
segundo 2 ao 3. Isto permite verificar a linearidade de
amplitude do transmissor e do receptor, pois esta
diferença deve aparecer no arquivo do som gravado na
recepção.
Se não existir, ou estiver com menos de
3 dB, é porque ou o nível de transmissão é muito alto (TX
saturado), o o ajuste de gravação no RX está muito aberto.
Para ajustar corretamente o nível de audio injetado no
transmissor. existe um teste especial, o "Send Tuning
Tones (12s)", que veremos depois, no DIGSSTV.
No segundo 3 e durante 1/3 de segundo,
é feita uma varredura de freqüência (chirp), com três
tons, para que o programa de recepção possa conhecer e
corrigir a não linearidade da resposta amplitude versus
freqüência do canal.
Depois, de 3,333s ate o segundo 4, são
enviadas 12 portadoras, sendo 8 maiores e 4 menores, como
se vê no espectro seguinte, também como forma de verificar
a linearidade de amplitude do conjunto placa de som TX, TX,
RX e placa de som RX: |
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Finalmente vem o cabeçalho com
informações sobre o arquivo transmitido, seguido dos dados
do próprio arquivo, tudo isto usando a modulação DPSK das
oito portadoras, muito bem visíveis no espectrograma. |
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No final da transmissão, (que não
aparece no espectrograma) ha um "trailer", semelhante ao
cabeçalho, para informar o fim do arquivo. A
transmissão/recepção do arquivo digital é baseada em cinco
programas, que rodam em "Win32 Console Application", ou
seja, DOS 32 bits, (e de forma transparente) e que fazem
de forma resumida as seguintes operações :
Lado TX:
- o Bin2sym.exe transforma o arquivo
binário que queremos transmitir (no caso, o Temp.jpg) em
símbolos (um símbolo contem vários bits), e efetua uma
dupla e complicada codificação Reed-Solomon, que consiste
em calcular informação redundante que somada a informação
em si, permitirá corrigir na recepção, os erros
introduzidos pelo canal.
- o Modpm.exe pega o arquivo criado
pelo bin2sym e gera as 8 portadoras, moduladas em fase.
- o Flt2wav.exe pega o arquivo gerado
pelo Modpm e o transforma em um arquivo de audio, o
transmit.wav, que será transmitido pela placa de som ao TX,
quando apertamos a tecla TX do DIGSSTV.
Lado RX :
Após o final da recepção de audio,
apertamos novamente a tecla RX, o que causa o seguinte:
- o Vssrc32.exe pega o arquivo Received.vaw
gerado pela placa de som na recepção (num formato por ex.
de 8 bits), transformando-o em outro arquivo de audio, o
Receive.wav, no formato 16 bits e 11025 amostras por
segundo.
- o Wav2bin.exe pega o receive.wav e
faz a complicada tarefa de demodular o sinal, corrigindo
as distorções, gerando os símbolos correspondentes, para
em seguida fazer a detecção e correção de erros, dentro do
limite matemático possível, entregando em seguida, o
arquivo binário exatamente igual ao que foi transmitido,
no caso, o Temp.jpg, ou se a taxa de erros estiver acima
do limite, um simples aviso de que não foi possível
decodificar nada...
2 - Uso do programa DIGSSTV
Depois de fazer o download do arquivo
zipado, é só criar uma nova pasta chamada por exemplo
HDSSTV, e "unzipar" todos os arquivos nela. Depois é só
rodar o DIGSSTV.exe. Aparecerá a tela seguinte (nesta já
foi carregada uma imagem para TX): |
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Agora, execute os passos seguintes:
1 - No setup, escolha a porta Com para
acionamento do PTT, e o sinal correto usado na sua
interface: RTS ou DTR. (na dúvida, marque os dois)
2 - Depois (no setup) escolha o grau de
redundância do código corretor de erros, de 10 até 70%:
quanto maior o QRM, maior deve ser a redundância, mas o
tempo de TX fica maior também....
3 - Depois (no setup) escolha a
qualidade da imagem : quanto melhor, mais vai demorar !...
Isto porque o DIGSSTV transforma o formato da sua imagem
para .jpg, para ficar com tamanho menor. Este arquivo será
o Temp.jpg (disponível na pasta do DIGSSTV) e é o arquivo
binário que vai ser transmitido.
4 - Depois, é preciso (uma vez apenas)
verificar a linearidade da transmissão, (nível do sinal de
audio versus potência de saída) usando um bom wattimetro
de RF.
É só ligar o "Send Tuning Tones (12s)"
no setup, e ajustar o nível de saída da placa de som (na
tela controle de volume). Este sinal dura 12 segundos, com
os 2 primeiros em potência máxima, os dois segundos
seguintes com meia potência (-3dB) e mais dois segundos
com um quarto de potência (-6dB).
Depois, repete a mesma seqüência,
começando com um aumento de 6dB (potência máxima) e duas
reduções, até completar os 12 segundos. Sugiro ajustar o
nível de saída da placa de som par que a potência máxima
seja de 50 W RF, a média de 25 W e a menor de 12,5 Watts,
isto para transmissores de 100 Watts.
Não tendo um wattimetro de RF
confiável, use alguma indicação de potência do próprio TX,
ou então o bom ouvido de um colega que, recebendo este
sinal de teste, consegue ouvir nitidamente as mudanças da
potência dos sinais de audio, que tambem deve ser visível
no S-meter.
A imagem seguinte mostra a forma de
onda(na verdade, a sua envoltória) do sinal de teste: |
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5 - Ligue o Scope no setup, para poder
verificar a sintonia do receptor. (Show Scope)
6 - Para transmitir uma imagem no
DIGSSTV, clique em Files, Load picture, e escolha uma
imagem. Cuidado com o tamanho!. Imediatamente, o programa
vai fazer uma serie de contas relacionadas acima (os 3
programas lado TX), que podem demorar vários minutos
(aparece a mensagem: making Wave File). Quando estiver
pronto, aparece na tela embaixo da imagem TX, o tempo que
o arquivo levará para ser transmitido. Pode se então
apertar a tecla TX.
7 - Na mesma hora, o correspondente,
assim que ouvir os tons iniciais, aperta a tecla RX, e
espera a transmissão terminar, quando então aperta
novamente a tecla RX para que sejam feitas as operações já
explicadas anteriormente para o lado RX, o que vai demorar
até alguns minutos também.
Se estiver tudo OK, aparecerá a imagem
na tela RX (e o arquivo Temp.jpg, cópia fiel e sem erro do
arquivo Temp.jpg transmitido, estará disponível na pasta
onde esta o DIGSSTV). Se não foi possível corrigir todos
os erros, aparecerá uma mensagem de erro. Em caso de erro,
pode ser que o nível de RX deva ser ajustado (considerando
que o TX já foi ajustado de acordo com o item 4 anterior),
usando o cursor que fica ao lado do Scope, e observando o
Scope durante uma transmissão digital, de tal forma a
ficar parecido com a imagem seguinte, (sem as raias
encostarem na parte superior da telinha do Scope) (o
controle de gravação evidentemente também deve ser
ajustado, normalmente line-in, na tela de controle de
gravação):
Importante : agora não tem perdão para
aqueles que não sintonizam corretamente o RX, e NÃO se
pode retocar a sintonia durante a recepção. Os rádios
devem ter alta estabilidade de freqüência . (portanto,
esqueça o velho Deltão !... HI HI) O computador também
deve ser de no mínimo 1GHz, porque senão os cálculos de
decodificação na recepção serão bem demorados...
Como fazer a correta sintonia do RX ?.
Se a voz estiver OK em SSB, a sintonia está OK, mas tem
gente que não tem um bom ouvido... Para estes, o Erik
colocou o recurso de dupla finalidade: o "Send Tuning
Tones (12s)" no setup. A primeira finalidade é verificar a
linearidade de TX, já explicada, e a outra é fazer a
correta sintonia do RX, com ajuda do "Scope". A imagem
seguinte mostra uma correta sintonia. (alguém transmite o
"tuning tone" e quem vai receber ajusta a sintonia do
receptor para que os dois picos azuis coincidam com as
marcas brancas) :
Para terminar, veja na tabela seguinte
a relação entre os diversos parametros, usando como imagem
original um arquivo GIF de 25kB:
R = redundância em %
Q = qualidade da imagem (arquivo Temp.jpg)
tc = tempo para os calculos do lado TX em segundos (para
um Celeron 800MHz)
ttx = tempo necessário para a transmissão em segundos (não
depende da CPU)
Ta = tamanho do arquivo binário, Temp.jpg
Tw = tamanho do arquivo de audio transmitido, Transmit.wav
|
| R (%) |
Q |
tc (seg) |
ttx (seg) |
Ta (kB) |
Tw (kB) |
| 10 |
Very low |
13 |
22 |
2 |
480 |
| 70 |
Very low |
20 |
54 |
2 |
1200 |
| 10 |
Medium |
18 |
47 |
5 |
1000 |
| 70 |
Medium |
45 |
130 |
5 |
2800 |
|
BUG no DIGSSTV : para receber
imagens, o scope deve estar desligado ! Portanto, use-o
apenas para a sintonia do receptor.
Enquanto o Barry quebra a cabeça para
tornar os seus programas mais eficientes e rápidos, e o
Erik melhora o DIGSSTV, bom divertimento...
Veja aqui o resultado de teste de
tranferência digital de arquivo binário.
Baixe o Programa DIGSSTV AQUI
73´s, Roland PY4ZBZ. Artigo criado em
06/12/2002, atualizado em 11/12/2002. |
RTTY
|
(Radio Teletype) ou rádio-teletipo, é
um modo de transmissão digital, via rádio. A exemplo da
transmissão em telegrafia, o RTTY usa um código para gerar
os números, letras e alguns caracteres. Este código é
composto de sete dígitos e é conhecido internacionalmente
como Código Baudot ou Murray. Destes sete dígitos, cinco
são utilizados para gerar os dados de informação e os
outros dois para controle de tráfego.
1. Características principais: |
| Velocidade de transmissão |
Lenta |
Código utilizado |
Código Baudot |
Combinação de caracteres |
Limitado |
Recepção dos sinais |
Sensível a interferência |
Recepção de arquivos |
Pouco confiável (*) |
|
2. Velocidade de transmissão
A velocidade normalmente usada pelos
radioamadores é de 45,5 bauds, o que eqüivale a 60 ppm
(palavras por minuto). Nas transmissões comerciais, são
utilizadas outras velocidades, podendo chegar a 300 bauds.
3. Código utilizado
O código utilizado para transmissão de
RTTY é o International Telegraph Alphabet Number 2 (ITA
2), também conhecido como Código Baudot ou Código Murray.
Este código é composto de um bit de partida (Start Bit),
cinco bits que ao se combinarem formam o código Baudot e
um bit de parada (Stop Bit).
Como todo sinal binário, ele possui
dois estados: alto e baixo. Na linguagem de RTTY estes
estados são conhecidos como MARCA (com sinal) e ESPAÇO
(sem sinal ). Eles são formados por duas freqüências, que
podem ser de áudio ou RF, com uma diferença entre si (no
caso dos radioamadores) de 170 Hz. Esta diferença de
freqüências é chamada SHIFT, ou desvio. Nas transmissões
comerciais são usados outros valores de SHIT (425 e
850Hz). Quando utilizamos freqüências de RF para gerar os
sinais de RTTY, o método usado é o FSK (Frequency Shit
Keying), e quando usamos freqüências de áudio, AFSK. Neste
caso, estas freqüências são geradas pelo próprio TNC, as
quais são injetadas na entrada de microfone.
Nas freqüências de radioamadores, os
valores mais utilizados são os seguintes: |
| TIPO |
MARCA |
ESPAÇO |
SHIFT |
| AFSK |
2.125 Hz |
2.295 Hz |
170 Hz |
| FSK |
1.275 Hz |
1.445 Hz |
170 Hz |
|
Adotou-se como padrão mundial no
radioamadorismo, o emprego do AFSK e do uso do transceptor
em LSB nas faixas de HF para transmissão de sinais
digitais, embora no passado, o uso do AFSK estivesse
restrito às faixas de VHF.
4. Combinação de caracteres
Como o Código Baudot é composto de
apenas cinco dígitos, este número limita a combinação até
um limite de 32 caracteres. Isto, obviamente não
proporciona combinações suficientes para todas as 26
letras do alfabeto mais os números e os sinais de
pontuação. Para contornar este problema, dois comandos
especiais estão reservados: LETTERS SHIFT e FIGURES SHIFT.
Com estes dois comandos o número de combinações é ampliado
para 64 caracteres.
Na prática, quando você inicia uma
transmissão em RTTY, o sistema se posiciona
automaticamente em LETTERS SHIFT, permitindo desta foram
que as letras do alfabeto sejam transmitidas. Quando você
digita números ou sinais de pontuação, o terminal
automaticamente insere o comando especial FIGURES SHIFT,
permitindo assim a transmissão desses caracteres.
Um outro problema é a falta de
confiabilidade na transmissão de textos. Como o controle
de envio dos caracteres é definido pelos dígitos Start/Stop
bits, a estação que envia os dados não tem um controle
efetivo se o caractere foi recebido na estação de destino
corretamente. Qualquer ruído ou interferência que ocasione
a reversão da polaridade do sinal, resulta na perda de
dados.
A RTTY é a transmissão, via rádio, de
TTY, ou seja, de teletipo (Teletype), conhecido também
como teleimpressora (teleprinter). Seu cógigo
internacionalmente padronizado e conhecido sob o nome
Baudot (ou Murray en outras partes do mundo) pode ser
considerada como uma das aplicações mais antigas da
tecnologia binária em telecomunicações, logo depois de
Código Morse.
Do que consta o código Baudot?
Como qualquer sistema binário, ele tem
dois estados. Chamados esses estados de espaço (sem sinal)
e marca (com sinal).
Com a evolução tecnológica, para maior
confiabilidade, ao invés de verdadeiras marcas e espaços,
passou-se a usar duas freqüências de áudio diferentes,
cada uma correspondente a um dos dois estados. Neste
último caso, a diferença entre as duas freqüências ficou
conhecida como shift (decalagem).
Nas ondas decamétricas (ondas curtas),
a transmissão é feita em banda lateral única, e as duas
freqüências de áudio são levadas como duas portadoras
distintas, não moduladas (tipo de emissão A1 e F1); o
modo, no caso, é conhecido como Frequency Shift Keying (FSK),
com alusão à mudança de freqüência.
Nas ondas métricas (VHF) e decimétricas
(UHF), bem como em freqüências superiores, é permitido
utilizar AM ou FM moduladas alternadamente com as duas
freqüências de áudio, sendo que neste caso o modo é
conhecido como Audio Frequency Shift Keying (AFSK).
Qual a velocidade de transmissão em
RTTY?
Na velocidade RTTY utilizada por
radioamadores, a duração de cada bit é de 22 ms; assim, em
um segundo caberiam 1000 dividido por 22, ou seja,
45,45bits. Por esse motivo, a velocidade dessa transmissão
é de 45,45 bauds, conhecido como 45 bauds, comumente usada
por radioamadores.
Quais as freqüências mais utilizadas em
RTTY?
3.580 - 3.620; 7.035 - 7.040; 10.130 -
10.140; 14.055 - 14.085; 18.090 - 18.100; 21.060 - 21.090;
24.910 - 24.920; 28.070 - 28.150 kHz.
Como posso começar a fazer RTTY ?
Você primeiro tem que ser Radioamador,
e para isso basta procurar a Labre do seu estado que será
informado como fazer as provas para habilitação. Depois
disso adquira ou monte uma placa Hamcomm, que será o seu
TNC (modem) que ficará ligado entre o rádio e o seu
computador, pode ser aquele micro velho mesmo (XT,
286,386,486 ou até um Pentium). Um
esquema fácil de montar está na parte de circuitos
desta página .Os Programas usados para RTTY são
encontrados neste
site de donwload para Radioamadores. Um muito bom é o
Hamcomm 3.1 que você pode obter.
Material didático de autoria: PY6TL
e PY7AW
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